7 de Janeiro de 2010

o Deus de um franco-atirador (bem melhor que "sniper")

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“There is good and evil in the world. It gets so you yearn for a righteous fight. Personally I believe there are bad people, and God put people here to shoot those people, to let other people live peaceful lives. David was a shepherd boy who became king. The Philistines had their giant, Goliath. The Lord said to David, ‘I’m on your side. Go out and fight.’ David did. And you know, David killed Goliath as dead as Elvis Presley. He was a shepherd, a king, a follower of the Lord. But first and foremost he was a warrior. God understands that we have to have soldiers. Soldiers are part of God’s plan.”

vanity fair's tiger woods

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In an age of constant gotcha and exposure, he had always been the bionic man in terms of personality, controlling to a fault and controlled to a fault, smiling with humility and showing those pearly white teeth in victory or defeat, sui generis in the world of pro golf, where even fellow pros and other insiders didn’t really know him, because he didn’t want anybody to know him. With Woods, everything was crafted to produce a man of nothing, with no interior—non-threatening and non-controversial.

5 de Janeiro de 2010

para citar um dos Grandes: "que lo chupen... e que lo siguen chupando!"

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ups

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8:13   (... 13 horas depois ...)   21:13
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pela verdade desportiva



E Rui Santos agradece aos Deuses... a boa publicidade.

apenas um excerto de uma entrevista que vale a pena ler

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Eu acredito que a meta de qualquer coisa na vida deve ser a de fazê-lo tão bem que ela se torna uma arte. Quando lemos alguns livros que são fantásticos, o escritor toca-nos em alguma coisa que sabemos que sozinhos não teríamos experimentado. Faz-nos descobrir algo interessante na nossa vida. Se cada um viver como um animal, qual é o sentido da vida? O que torna a vida diária interessante é que tentamos transformá-la em algo que está próximo à arte. E o futebol é assim. Quando eu assisto aos jogos do Barcelona, é arte.

Arséne Wenger, aqui.

depois de conquistada a última década, venha a próxima!




"We feel way more empowered in terms of our art and what we're doing. We have been rehearsing for the last four weeks, for this new record. And we are in a very different place, a very new place. I don't know if this is relevant, but I was talking with [drummer] Philip [Selway] three days ago about this. We were saying, 'What's different?' And one of the things is we do things without fear. [...] The thing that is different about In Rainbows is that it was an album from the heart. It was a lot warmer. And from what I'm making out in the rehearsal room now, there are still elements of that. [...] I'm an eternal optimist, but I truly believe we can shift massively on this [next] record. That's the thing we all know, that we feel in our bellies as we're rehearsing-- we're on a big move here."

Ed O'Brien, aqui.

30 de Dezembro de 2009

Marcelo não é nenhum Metzelder, mas ainda assim...

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29 de Dezembro de 2009

six-packs



Adoro a minha namorada. Não é isso que está aqui em causa. Mas a enorme felicidade e contentamento que diariamente sinto (há que engraxar bem) por ter sido agraciado com tamanha fortuna cupidesca também tem os seus senãos (ou será "ões"?). Um deles é, de vez em quando, ter que ver filmes em que os diálogos são substituídos por six-packs (entenda-se, abdominais, e não jolas (isso é que era!)) e em que, quando os actores secundários respiram um bocadinho para, em seguida, abrir a boca (dando descanso aos actores principais - os abdominais!), levamos com pérolas como: "You're kind of beautiful!" ou "You're so buff!". Por mim, não respirem... a ver o que acontece...

(Escusado será dizer que nem o ocasional bom momento musical salvou uma noite cinematográfica destinada ao fracasso.)

(Em defesa da senhora minha namorada, sempre digo que ela saiu da sala de cinema tão ou mais chocada que eu. Coitadinha. É no que dá esperar muito do que nada vale.)

de facto, foi-se o glamour

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"Na última viagem parti uma unha e como não tinha tempo para a arranjar, tive de pôr um penso."

24 de Dezembro de 2009

tom waits

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22 de Dezembro de 2009

se o rapaz aprende a rematar...

... pode ser que deixe de ser só malabarista.

governo sombra

Dos melhores que já ouvi. Para rir, de princípio a fim.

12 anos depois



A fórmula é a mesma de Titanic - quem não "vê" o Titanic a partir-se ao meio na cena da Hometree?! - mas neste está melhor aplicada: retratar uma história (batida) de amor, repleta de clichés, foleirada e afins, mas retratá-la de uma forma de tal maneira grandiosa e espectacular que o espectador sai da sala absolutamente maravilhado com aquilo a que acabou de assistir. O filme é muito bom! Sobretudo a nível técnico, aspecto em que chega mesmo a ser jaw dropping (como o foi Titanic, no seu tempo), mas também porque aborda temas assustadoramente actuais. A ocupação de um planeta longínquo (Pandora) para extracção de uma matéria (maravilhosamente chamada de Unobtainium) essencial à sobrevivência do Planeta Terra, com os consequentes conflitos com a população indígena, ou a defesa da Natureza como Mãe de todas as coisas são dois temas que, inevitavelmente, levantam a questão no subconsciente: "Onde é que eu já vi isto?". O filme perde qualidade na maioria dos diálogos onde as frases-feitas são mais que muitas, mas o aspecto visual é de tal maneira avassalador que tudo isso passa para segundo plano. A história de amor, em si, foleiradas à parte, acaba por ser relativamente bem feita, se por mais nada, pelo menos pelo facto de Cameron conseguir torná-la credível. Convém não esquecer que o casal amoroso é composto por uma Na'vi (raça habitante de Pandora) e por um Avatar, resultado de uma mistura de ADN's de um humano paraplégico e de um Na'vi. O filme (como todos os grandes filmes) não é mais que uma viagem, através da qual passamos a conhecer todo um novo e maravilhoso mundo, mundo esse em que os intrusos/maus-da-fita são os humanos e em que damos por nós a torcer para que estes sejam derrotados. Em Avatar, os aliens somos nós.

estou chocado...


...com isto. Das duas uma: ou eu e (a maioria d)os que me rodeiam percebem tanto de música como da complexa arte da esgrima, ou o Mikel Jollett anda a comer a mulher do Ian Cohen. Pobre Ian... Percebo-te, caro Ian, mas tens que admitir que quem escreveu esta crítica não foste tu. Foram os cornos que o infame Jollet tratou de plantar na tua cabeça. Não escreveste com a cabeça, muito menos com o coração. Foi mesmo com os cornos. Pegaste num tinteiro, molhaste a ponta do corno direito (estou a supôr que sejas destro. Espero não estar enganado) e desataste a escrevinhar de dentes cerrados e lágrima ao canto do olho. É compreensível que tenha saído um trabalho tão rancoroso. De resto, só assim se compreende uma frase como "The Airborne Toxic Event is an album that's almost insulting in its unoriginality". De qualquer forma, faço minhas as palavras do Darren W. Vai-te foder! mais as tuas supostas derivações. Qualquer artista digno desse nome deixa-se influenciar por outros, maiores e mais consagrados. Isso, nem é sinal de falta de identidade, muito menos de qualidade. Já a minha (e acho que a de toda a gente) avó dizia: "Ninguém nasce ensinado..." (com a excepção de James Cameron mas isso é para outra altura). Tudo bem, não são os Arcade Fire nem os Interpol, nem sequer fazem um Mr. Brightside (discordo, mas, também, a esgrima nunca foi o meu desporto de eleição), mas daí a chamar-lhe o musical equivalent of showing up to a bar with a bad fake ID and throwing a hissy-fit when you get carded ainda vai uma distância considerável. Digo eu. Fazendo, mais uma vez, minhas as sábias palavras de Darren W.: Critics should get out of their ivory towers and appreciate this album for what it is - Brilliant!

21 de Dezembro de 2009

2009 visto da plateia

1 - AC/DC - 3 de Junho, Estádio de Alvalade

2 - Los Campesinos - 11 de Julho, Optimus Alive '09!

3 - Marcelo Camelo - 6 de Agosto, Sudoeste '09

4 - The Killers - 18 de Julho, SBSR '09

5 - Placebo - 10 de Julho, Optimus Alive '09!

6 - Caravan Palace - 9 de Agosto, Sudoeste '09

7 - The Maccabees - 10 de Dezembro, Campo Pequeno

8 - Ting Tings - 10 de Julho, Optimus Alive '09!

9 - Little Joy - 5 de Dezembro, Tivoli

10 - The Walkmen - 18 de Julho, SBSR '09


Os Golpes (05/12), Wild Beasts (04/12), Deolinda (07/08) e Klaxons (09/07) merecem uma menção honrosa por terem morrido na praia, os The Kooks (10/07) merecem um sonoro e inclemente "pó caralho!" pela gigantesca desilusão que foram os 45 minutos que estiveram em palco no Alive e os Green Day (28/09) merecem uma menção apenas pelo facto de terem montado um bom espectáculo, não necessariamente musical.

Viscaya

18 de Dezembro de 2009

2009

Talvez o mais fidedigno ranking musical da actualidade. Aqui fica:
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tiremos uns segundos da nossa vida para nos sentirmos todos um bocadinho envergonhados

Black Eyed Peas apoiam Portugal.

Hi guys. Sorry to treat you like this but if the Professor gets to call you "guys", I don't see why I can't. Anyway, I am portuguese and a National Team supporter, and I, much like yourselves, have some feelings of my own. For instance, I have a feeling that you are all fucking with us. A feeling that you don't know what the fuck you're talking about. A feeling that you've never heard of a place called Portugal. I bet you called us: "that Rock In Rio place". A feeling that a greasy guy called Gilberto slipped a few one hundreds into your pockets so that you could show in such an unplanned, sincere and profound way your undying support to - I dare to say - the team of all of us. I'm not judging, let me be clear about this. Each one has its "fuel". Yours is Ben Franklin's face, I get it. But I cannot stand still when I see our beloved Professor - whose lifework is not so much to BE respectuful as it is to LOOK respectful - make a fool of himself on Youtube. I know he's used to making a fool of himself here in Portugal (and in Spain... and in South Africa... and in Japan... and in the USA...) but come on guys! I'm talking about the guy who was Sir Alex Perguson's left wing (he's a lefty!) for many years. I'm talking about the guy who lead Real Madrid to one of its most memorable moments (memorable to who? that's a whole new subject...). I'm talking about the guy who won, not one, but two Under-20 World Cups. Who cares if it was twenty years ago?! He still won them! I'm talking about the same guy who coached the South African National Team ten years ago. You probably don't know this, but this next World Cup will be held in South Africa. That's HUGE for our Professor curriculum. He even managed a team in your own country before he was rushed to Japan. The New York MetroStars. Sure, he did a lousy job there as he usually does wherever he goes, but that's not the point! The point is that he dedicated himself and his precious time to you, in a (weird and unlikely) way. And this is how you repay him? Shame on you Black Eyed Peas! It's not only your music that it's poor. It's your hearts as well.

16 de Dezembro de 2009

espaço destinado a uma qualquer alusão ao brilhantismo e magnificência do final da 3ª de Californication, de Duchovny e, obviamente, de Tom Kapinos

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Spoiler Alert! Quem não viu (e faz tenções de ver), faxavôr de não ler.



The season 3 finale of Californication was its best episode ever. Tendo a concordar, mas não sem antes deixar claro que, na minha opinião, e desde há 3 ou 4 episódios, a série caminhava a passos largos para o abismo (e, já agora, não sem antes deixar claro também que por muito boa que seja a Rocket Man do Elton John, isso não lhe dá o direito de bisar na mesma série. Falta de imaginação. Como se a boa música escasseasse). O abismo, mais concretamente o cair no abismo, é, aliás, uma boa metáfora para descrever a vida de Moody. Uma interminável queda livre no abismo. O facto de o gajo ser incorrigível, de compensar asneiras mais graves com asneiras menos graves, de, pura e simplesmente só fazer merda (se bem que o que é "merda" para uns não o é para outros mas isso é outra questão) é o que me prende à série. Eu quero é que o gajo se auto-destrua até um ponto em que só se pode agarrar a uma coisa: a escrita. Quero que a gaja se foda. Acho bem que apareça de vez em quando porque é sempre bom de ver mas não torço para que os pombinhos sejam felizes para sempre. Muito pelo contrário. Simpatizo com a miúda e reconheço-lhe capacidade de representação, embora sempre no mesmo registo vamp/nerd/mal-disposta, mas eu estou ali é para ver o Hank... free falling. O que se vinha passando ultimamente era que os pombinhos se vinham, perigosamente, a aproximar. Declarações de amor eram umas atrás das outras, e sempre à mesma gaja (!!!), abstinências nunca antes vistas, lições de moral aos pontapés... Enfim, um forrobodó! Por outras palavras (algumas já aqui escritas) a série caminhava para o abismo à mesma velocidade que Moody saía dele. Efeito e causa, respectivamente. Foi, por isso, com um leve mas sempre presente enjoo que assisti aos últimos episódios e, admito, foi tomado pela descrença que me pus a ver o último. Mas se a primeira série foi muito boa, pecando apenas por ter um final só comparável a um grego de caril de gambas (sendo que a segunda foi mágica, de princípio a fim, muito devido a este senhor), esta terceira foi de uma qualidade assinalável (o "assinalável", aqui, substitui o (até certo ponto) previsível "excepcional" pelas razões já ditas), coroada com um final soberbo! E como chegou Tom Kapinos a este final? Iris Hogan (personagem que desconheço mas que, indiscutivelmente, diz umas coisas acertadas) explica-nos numa frase: Taking a page from The Sopranos’ creator David Chase, Tom Kapinos created a semi-dream episode that revolved around Hank’s emotional abyss. Lá está Moody. Lá está o seu habitat: o abismo. E lá está a melhor das influências: David Chase's Sopranos. Nas palavras de Kapinos: It's Time for Hank to Face Consequences. Nas minhas palavras: Bring them on!!!

you should know better than to mess with Barack, Silvio

The man has a private line to the almighty Chuck.

(clicar para aumentar)

15 de Dezembro de 2009

para ouvir com atenção

Campeonato do Mundo de Clubes deste ano...

idem

mockumentary

Para a quinta temporada a HBO pediu a Larry David que os episódios tivessem menos de trinta minutos. Ao receber os primeiros episódios, Chris Albrecht, CEO da emissora, descobriu que Larry tinha feito os episódios com 29 minutos e 59 segundos.

Daqui.

tem dias...

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... em que é difícil discordar do Lateral (1 link) Esquerdo (2 links).
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quote of the day

"Chateamo-nos muito uns aos outros no dia-a-dia, mas a nossa relação é tão forte que é como se partilhássemos (o facto de não termos) um cérebro. Podemos matar-nos, mas acho que nunca nos vamos separar."

Nathan Followill, baterista dos KOL, depois de anunciar paragem de 6 meses.

14 de Dezembro de 2009

William Shatner (the "singer") revisited

a


4 - That's Me Trying (feat. Aimee Mann)
7 - Familiar Love
11 - Real

Ta(r)taglia strikes again

11 de Dezembro de 2009

Os dê zê erre tê

por manucho.

Loel Campbell, Orlando Weeks e Tom Smith

Com estes três nomes se fez uma noite memorável. O primeiro é baterista/protagonista de uns senhores chamados Wintersleep, que muito boa (primeira) impressão deixaram. A rever. O segundo empresta a voz aos The Maccabees, e ainda bem que o faz, porque sem ele a noite de ontem teria caído no esquecimento (daí o "memorável" acima. Faz sentido). Que grande concerto que estes senhores deram ontem! Se me dissessem no final do concerto de The Maccabees que os Editors tinham cancelado à última da hora, eu saía do recinto, qual cordeirinho, de sorriso estampado na cara e, secalhar, ainda passava no guichet da ticketline, não para refilar ou para pedir um reembolso, mas para apertar a mão do ticketliner que estivesse ao serviço, em sinal de agradecimento. Parece que ainda estou a ouvir o Can You Give It... Ouso apontar apenas uma "falha". O Seventeen Hands não pode ficar por cantar, como acho que ficou (a sede que constantemente se abatia sobre mim levou a que tivesse falhado um som ou outro). Ainda assim, credit to you, The Maccabees! Great fucking concert!! Quanto a Tom Smith, confesso que as expectativas não eram as maiores. Não "entrei" no In This Light And On This Evening como "entrei" no The Back Room ou, sobretudo, no An End Has a Start, e isso reflectiu-se no próprio concerto. O concerto descia de intensidade e de brilhantismo até, sempre que vinha som do último álbum, com a justa excepção de Papillon, com que (quase) acabaram o concerto. Tirando isso, Tom Smith deu um espectáculo dentro do próprio espectáculo, fosse sentado ao piano, fosse de guitarra em punho, fosse como fosse. Não foi uma nem duas vezes que vi Matt Berninger no corpo de Tom Smith, e isso, sem ser um elogio para este, porque o anula enquanto intérprete com uma identidade própria, é um dos melhores elogios de que me consigo lembrar para uma performance de um vocalista em palco. The Racing Rats e Smokers Outside The Hospital Doors puseram aquela plateia em delírio completo. Quando digo plateia, refiro-me, obviamente, àquela parte da mesma que era composta por mim e pelos que comigo estavam. O resto da plateia não sei. Não me lembro de ter visto alguém.

10 de Dezembro de 2009

iniciação em

Tivesse eu sabido destas ligações com A (mãe de todas as) Série(s) em tempo oportuno (por "oportuno" entenda-se "real") e estava, não na fase de iniciação, mas, provavelmente, na mesma fase em que me encontro com Gandolfini's Show: nostalgia.

hoje, no Campo Pequeno

quando a felicidade se transforma em êxtase, para, mais tarde, dar lugar à histeria e, eventualmente, ao colapso nervoso

7 de Dezembro de 2009

jogador/fetiche

A minha Juve tinha 5 titulares intocáveis. Buffon, Chiellini, Melo, Diego e Amauri. Passou a ter 6. Refiro-me, obviamente, ao mais recente herdeiro da camisola 8 de Antonio Conte, Claudio Marchisio.

o melhor (negócio)!





Nome: Javier Pedro Saviola Fernández

Idade:
(quase) 28 anos


Golos:
9


Preço (de compra):
5.000.000,00 €.

profeta da desgraça

"To be better than the best. That's what I always say." Quem o disse foi Hayden Thorpe em pleno São Jorge na passada 6ª feira e disse-o a propósito daquilo que se passou na África do Sul nesse mesmo dia. Aprecio o espírito optimista e ambicioso e muito contente ficava se, de facto, conseguíssemos suplantar as selecções que nos saíram em azar no sorteio - apenas as melhores dos potes 1 e 3. Mas aquilo que se passou na sexta feira foi o redigir da certidão de óbito, que, ou muito me engano, ou será assinada logo por um qualquer Drogba, Touré ou Kalou, no dia 15.

3 de Dezembro de 2009

long live Vincent Moon

long live Steve Jobs

Artista: Radiohead
Música: Jigsaw Falling Into Place
- Jigsaw Falling Into Place - Radiohead / / Keep The Car Running - Arcade Fire / / Rebellion (Lies) - Arcade Fire / / White Winter Hymnal - Fleet Foxes / / Weekend Wars - MGMT / / Exit Music (For a Film) - Radiohead / / The Heinrich Maneuver - Interpol / / Skinny Love - Bon Iver / / Phantom Limb - The Shins / / Une Année Sana Lumiére - Arcade Fire / / No Cars Go - Arcade Fire / / My Moon My Man - Feist / / Weird Fishes/Arpeggi - Radiohead / / My Mistakes Were Made For You - The Last Shadow Puppets / / An End Has a Start - Editors / / Wake Up - Arcade Fire / / Ragged Wood - Fleet Foxes / / Banquet - Bloc Party / / Intervention - Arcade Fire / / Karma Police - Radiohead / / Australia - The Shins / / Evil - Interpol / / I Feel It All - Feist / / Smokers Outside The Hospital - Editors / / On Call - Kings Of Leon.

catching up since

Não sou um caso precoce no que à música diz respeito. Lembro-me de ouvir música desde cedo mas apenas isso. Ouvia mas tinha coisas mais importantes que fazer como a prática do futsal na 15ª divisão distrital (mais divisão menos divisão). Tinha o meu saudoso discman, que me acompanhava nas viagens de comboio diárias de e para a escola, através do qual passei pela fase Dookie dos Green Day, pela fase Americana dos Offspring ou pelo Postcards From Heaven dos Lighthoue Family mas não me lembro de ouvir muito mais. No liceu descobri a Bossa Nova mas ouvia Toquinho, Vinicius de Moraes e chegava. Depois disso, saiu Live From Mars de Ben Harper que ouvi até vomitar mas que também não me levou a explorar outras bandas ou outros sons. Cheguei mesmo a ir a um concerto do senhor no Pavilhão Atlântico mas não guardo especiais recordações desse concerto. Com a Faculdade chegou uma fase mais virada para o jazz, protagonizada por Jamie Cullum e o seu Twenty Something, álbum que dissequei enquanto (fingia que) passava os olhos pelos livros na sala de estudo da faculdade. Também dediquei algum tempo ao Meds dos Placebo mas pouco. (Bem sei que é vergonhoso mas) Foi só no final dos tempos de faculdade que passei a prestar real atenção à música. O dia 18 de Maio de 2007 foi o dia 0. Nessa noite os Bloc Party deram um concerto no Coliseu dos Recreios onde apresentavam o seu segundo álbum, Weekend In The City (depois veio o Intimacy, mas agora não vale a pena estar a chorar sobre leite derramado). O concerto foi definido por muitos dos que me rodeavam como tendo sido um concerto "fraquinho" ou "sem chama". Ou era o som do Coliseu que era mau, ou era a (alegada) pouca interacção de Kele Okereke com o público, o que quer que fosse, o concerto não perdurou na memória de muitos. Aquilo que vos posso dizer desse concerto é que, nessa noite, saí do Coliseu em êxtase absoluto. Totalmente delirante com o que acabara de presenciar. Depois disso abriu-se um novo mundo. Depois desse concerto vieram Arcade Fire, Modest Mouse, Kings Of Leon, Radiohead, The National, Beirut, The Kooks, The Killers, Bon Iver, Amy Winehouse, LCD, Editors, The Airborne Toxic Event, entre tantos outros. Desde esse dia oiço música com a sofreguidão própria de quem se apercebe que andou a dormir durante muito tempo. Tempo demais. Ando desde esse dia numa luta contra o tempo para ouvir não só o que aparece mas também e - porque não? - sobretudo para ouvir aquilo que devia conhecer mas que, por variados e inválidos motivos, não ouvi quando devia. Desde esse dia que faço por ouvir, não apenas álbuns avulsos, mas discografias completas. Radiohead, The Strokes e Joy Division são as que habitam o ipod agora. Outras virão seguramente.